A queda excessiva dos cabelos tem impacto significativo na aparência e pode ser fonte de preocupação para as mulheres, trazendo sérias consequências emocionais. Devemos ficar atentos a alguns sinais específicos, já que, todos os dias, é normal perdemos cerca de 100 fios. Porém, quando os cabelos ficam mais ralos ou caem em tufos, é hora de procurar um dermatologista.

A queda de cabelo nas mulheres tem diversas causas. Um dos tipos mais comuns é o eflúvio telógeno, caracterizado pela redução da quantidade de fios em todo o couro cabeludo. Essa queda geralmente é causada por febres altas, dengue, anemias (causadas por menstruações intensas ou deficiências nutricionais), dietas radicais, medicamentos e no pós-parto, eventos esses que ocorrem três meses antes do início do quadro. Doenças endócrinas, como as da tireóide, e estresses importantes também podem fazer o cabelo cair. Em geral, o distúrbio se resolve em até seis meses quando a causa é resolvida. O tratamento é feito estimulando o crescimento dos cabelos com suplementação vitamínica e substâncias de uso tópico.

Outra causa comum é a alopecia androgenética ou calvície, que ocorre devido à herança genética e chega a atingir uma em cada cinco mulheres. A perda dos cabelos geralmente se inicia após a puberdade e o processo decorre da ação da enzima 5-alfa-redutase sobre o hormônio testosterona (a mulher também apresenta este hormônio, porém em menor quantidade que o homem) resultando no subproduto DHT (dihidrotestosterona), que age sobre os folículos pilosos, provocando o afinamento e a miniaturização dos fios. As mulheres não formam entradas como os homens, mas apresentam uma perda difusa dos cabelos. Essa alopecia pode iniciar após a menopausa, quando ocorre uma diminuição da produção dos hormônios femininos. O tratamento visa evitar a ação hormonal sobre os folículos, e é feito com o uso de anti-andrógenos (que combatem a ação dos andrógenos: hormônios masculinos) tópicos ou por via oral. Esse tratamento é contínuo e os resultados podem demorar um pouco a aparecer, devendo-se ter paciência e perseverança.

Penteados, escovas, chapinhas e tinturas raramente fazem o cabelo cair. Em geral, esses procedimentos provocam a quebra do cabelo, mas é importante ressaltar que a tração continuada de alguns processos, como os alisamentos e alguns penteados, podem provocar a perda definitiva dos fios.

O diagnóstico se dá através da história e quadro clínico, sendo às vezes necessário avaliação hormonal e realização de exames como tricoscopia, tricograma e até bipósia do couro cabeludo para excluir outras causas de queda como a alopecia areata, o liquen plano pilar, dentre outras.

A indicação do melhor tratamento depende de cada caso e deve ser determinada pelo médico dermatologista.  A resposta ao tratamento é melhor quando este é iniciado precocemente e é variável, pois depende do tipo da queda. 

Dra.Viviane M.Nassar Frange Coser
CRM/SP 131.157 – RQE 52.581
Dermatologista

Dra.Tathiane M.Nassar Frange Bandeira
CRM/SP 123.285 – RQE 37.129
Dermatologista